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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bye Bye, Edimburgo


Depois de dez dias perfeitos em Edimburgo, hospedada na casa dos meus amigos Keith e Bill, era hora de partir. Aquilo tudo estava tão bom, era tão confortável estar ali, entre amigos, mas eu tinha que ir, tinha um encontro marcado com minhas amigas Magali e Dulce, em Roma. E se eu não chegasse no dia marcado, no aeroporto, para esperá-las, a gente se perderia.

Magali, Dulce e eu, alguns dias depois, às margens do lago de Como, na Itália
A minha partida coincidiu com o fim do festival.  À noite, haveria música e fogos na rua do castelo e todos estavam se programando para ir. Quando cheguei em casa, por volta das 18:30, a casa estava iluminada e cheia de gente. Keith e Bill haviam convidado os melhores amigos para um jantar e, depois, irem todos para a Princess Street ver os fogos.

o castelo e os fogos
Rápido, tomei um banho, fechei a mala e desci. Meu ônibus para Londres era à meia-noite e queria deixar tudo pronto para viajar. Quando entrei na sala de jantar, até me emocionei. Ela já estava pronta, com um novo papel de parede e belas cortinas. Havia música e a mesa redonda de jantar estava lindamente decorada, com copos de cristal e talheres de mais de 100 anos – tinham sido da bisavó de Bill. O cardápio era delicioso (sim, a comida no Reino Unido pode ser boa!) e todos eram muito gentis comigo, queriam saber o que eu estava achando da cidade, como eu havia conhecido Keith, para ondo eu iria no dia seguinte. Só sei que alimentei, de quebra, a alma e o coração. 

Depois do lindo jantar, fomos todos para a Princess Street, ver os fogos ao som do hino do festival. Durante uns 15 minutos, os fogos coloriram o céu e a música foi a trilha sonora perfeita para aquele espetáculo. Quando olhava para os lados, via um povo feliz e simpático, muitos homens de kilts e crianças. Fiquei pensando nas muitas vezes que ouvi as pessoas falando que os ingleses são frios. Tudo bem, eu estava entre escoceses... mas é quase a mesma coisa (que eles não me ouçam!). Mas, lá, assim como aqui ou em outro país, encontrei gente fria, indiferente, simpática, generosa...gente de todo jeito.

Deixei Edimburgo com o coração apertado, um nó na garganta e uma vontade enorme de voltar logo. Em Roma, quando vi que o meu filme não tinha rodado na máquina e, portanto, não tinha uma única foto dos dias que passei em Edimburgo, chorei mais uma vez. Mas, dessa vez, de raiva de mim mesma.