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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

a cidade eterna

Coliseu e o Arco de Constantino
No dia seguinte, às 9 horas, estávamos prontas para bater perna. O calor era grande. Usamos calça jeans, camiseta e tênis. Nada de verde e amarelo ou camisa do Flamengo. Éramos 3 brasileiras sem destino pelas ruas de Roma,  mas sem a menor necessidade de usar uma fantasia. 

a bela arquitetura do Coliseu - palco de tantos horrores
Primeiro destino: o Coliseu, símbolo do Império Romano, eleito, em 2007, uma das sete maravilhas do mundo moderno. Não é para menos! Fomos até lá a pé, encantadas com o que víamos pelo caminho. Era muita informação para quem estava saindo para tão longe, pela primeira vez. Em meia hora, chegamos diante daquele monumento colossal, como o nome mesmo diz. Lembro-me de quando ele despontou no final da rua e foi crescendo, crescendo...um susto! Pensei nas maravilhosas aulas de História que tive com a professora Bernadete, no Arquidiocesano. Que fim levou aquela professora de cabelo preto e lisinho, de sorriso fácil, que ensinava História como quem conta uma história?! E fiquei imaginando as cenas que ela descrevia – as execuções públicas, os jogos mortais, a tortura de gente e de animais, apenas, por diversão. Pensei na energia do lugar, no sofrimento que era para alguns e diversão para outros. Mesmo assim, o Coliseu era lindo, harmonioso, grandioso, imponente, e fiquei desejando voltar à noite – ele deveria ter uma iluminação especial. O contraste daquela maravilha com o trânsito em  torno era terrível. Naquela época, já estavam planejando proibir o trânsito em volta do Coliseu para não deteriorá-lo ainda mais.

eu, Dulce e nossos amigos
Na saída, conhecemos dois italianos, também encantados com a própria cidade. Eles tinham um fusca e muita cara de pau. Sem nos conhecer, ofereceram-se para nos mostrar a cidade. Mas, não aceitamos. Preferimos explorar a cidade a pé. Mas, eles nos acompanharam. Estavam de férias e não tinham nada melhor a fazer. Coitados, demos uma canseira nos dois. Rodamos a cidade inteira e acabamos na  Fontana di Trevi, por volta das 7 noite. Ainda não tinha escurecido. E, naquele tempo, a noite era uma criança!!!