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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Em Nova Iorque, com Kátia Zero

Em uma das vezes que fui a Nova Iorque, cidade que eu adoro e que eu considero muito facinha de gostar, estava acompanhada da minha irmã, Cristiane, e de meus amigos, Wilson Goes, Salário e André Barros. Na verdade, nossa viagem era para a NAB, feira de equipamentos eletrônicos, que acontece todos os anos em Las Vegas. De Las Vegas, iríamos até San Francisco, já que estávamos tão perto. Mas, o voo tinha uma conexão em Nova Iorque e resolvemos passar uns dias por lá, também.

Meus parceiros de viagem: minha irmã Cristiane, André, Wilson e Salário - Nab 2000
Tão importante quanto a minha mala, era o meu guia de viagem para Nova Iorque, escrito por Kátia Zero – jornalista brasileira que vive por lá há mais de 30 anos e que escreveu um guia que eu recomendo - bem humorado e recheado de histórias de ruas, bairros e prédios, além de mostrar mapas, passagens pitorescas  de moradores famosos, endereços de celebridades, detalhes e curiosidades, dicas preciosas, que fazem desse guia uma unanimidade, um parceiro indispensável. O meu já está bem velhinho, as páginas querendo se soltar, mas eu não desisto dele e me recuso a viajar sem levá-lo, mesmo depois de ter ido tantas vezes à cidade.

1a. edição do guia escrito por Kátia Zero
Passamos 3 dias batendo perna. Sempre que Cristiane, Salário, Wilson e André tinham alguma dúvida, eu dizia: deixe-me consultar Kátia Zero! Eu tratava o guia como se fosse a própria autora ali, na minha mão. Eles já estavam cansados de me ouvirem falar em Kátia Zero, coitados. Eu falava o nome da jornalista umas dez vezes ao dia. Era um saco, mesmo! Um fim de tarde, fomos à casa do meu amigo Chaim Litewski, comer uma pizza com ele, Ângela e as crianças.  Chaim e Ângela moravam na deliciosa Roosevelt Island, uma pequeníssima ilha em frente a Manhattan, onde se pode chegar de metrô ou tram – um teleférico que atravessa o East River e conecta as duas ilhas – um jeito muito pitoresco de chegar lá. O tram tem as paredes transparentes e o trajeto dura uns 15 minutos. A vista que se tem lá de cima é das mais bonitas! As crianças adoram! O tram, eu descobri graças a Kátia Zero!
Roosevelt Island vista de Manhattan
o teleférico, que se pega na 2a. Avenida com a Rua 60
a vista que se tem a partir do tram
a linda Roosevelt Island
vista de Manhattan
Kátia Zero
Pois bem, pegamos o tram, descemos em Roosevelt Island caminhamos um pouco e, quando íamos chegando ao prédio de Chaim, quem a gente encontra?! Sim...ela, mesmo, Kátia Zero! Em carne e osso! Ela estava saindo de outro prédio, com umas sacolas na mão. Não sei se ela também mora ali. Pode ser. A ilha abriga muitos jornalistas estrangeiros, pessoal que trabalha na ONU, como é o caso de Chaim, funcionários das embaixadas. Era uma possibilidade. Só sei que fique em choque. Minha “ídola” ali, na minha frente!!! Olhei para o guia em minhas mãos, tão velhinho, tão usado... olhei para ela... Mas, não tive coragem de tirar o seu sossego. Deixei que ela fosse sem saber que eu existo. Apenas, rimos muito com a coincidência. Kátia Zero vai continuar sendo meu guia – de papel. Afinal, como diz Caetano, “de perto, ninguém é normal”.