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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Barcelona


Barcelona sob o sol
Amanhecemos numa Barcelona ensolarada e quente, com jeito de festa, de férias. Os metaleiros foram para um lado e eu fui para outro. Estava morrendo de sono, mas não me dei ao de dormir. Só passei no albergue para deixar as minhas coisas e saí correndo. Precisava aproveitar o dia. Só teria 5 dias na cidade - muito pouco, no meu ponto de vista. Mas, que fazer? Minhas férias estavam acabando e eu ainda tinha Madri pela frente. 

Sem tempo para lamentações, tratei de aproveitar o pouco tempo que tinha. Com um mapa na mão e uma disposição mais ou menos, por causa da noite mal dormida, deixei o albergue prometendo a mim mesma só voltar à noite, para dormir. 

Passei o dia me deliciando com o colorido, a forma, o gosto, o ritmo e o cheiro da cidade. O sentimento de felicidade era incrível. A vontade de dividir aquilo com alguém, enorme. Mas, as minha amigas já não estavam mais comigo. Então, falava sozinha – o que, imagino, fez muita gente pensar que eu era mais uma maluca solta por aí. Mas, nessa viagem, descobri que era possível ser feliz viajando sozinha. As vantagens eram muitas: acordar a hora que desse vontade, não precisar conversar para escolher entre um parque e um museu. Eu, simplesmente, ia....e ninguém discutia. 

Plaza de Toros - onde aconteceria o show do ACDC
La Pedrera

Sagrada Família
Caminhei por Barcelona sem destino. Passei horas vagando pelo Bairro Gótico, sem medo de me perder. Babei diante das igrejas e dos monumentos espalhados pela cidade, me emocionei no museu de Picasso e a sua fase azul, desejei viver no Parque Guel, ser uma vendedora no mercado, e morar de frente para a Casa Milà (ou La Pedrera, como queiram). Acordava cedo, caminhava muito, 6, 7 horas seguidas, embevecida com tudo o que via. Ia dormir cansada e feliz. Às vezes, era tanta beleza que o meu coração queria explodir! Quando parava em algum lugar, só conseguia pensar no privilégio que é poder viajar, vislumbrar outras realidades, decifrar outros códigos. Depois de uma viagem, ninguém mais é o mesmo. Geralmente, muda-se para melhor. Mudam os conceitos, perde-se os preconceitos, a vida ganha uma nova leitura. Pelo menos, comigo tem sido assim. Viajar é um bálsamo transformador. Todos merecem e precisam fazer uma bela viagem, pelo menos uma vez na vida. Uma viagem que aqueça a alma e acalente o coração. Uma viagem para nunca mais esquecer!