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segunda-feira, 11 de março de 2013

Noruega: que país é esse?!

A Noruega parece um destino improvável - em função da distância e de não ser, também, um paraíso para compras - como grande parte dos turistas procura. Para mim, o apelo maior é, sem dúvida, a diferença. Sempre viajo para ver as diferenças, o que tem lá que não existe cá. No caso da Noruega, o altíssimo nível de vida, a civilidade ao extremo, a noção de cidadania, o respeito ao próximo e ao meio ambiente. Nem preciso dizer que o que eu vi do país me deixou tonta de tanta beleza. 
Oslo vista de cima
Palácio Real
Karl Johan - a rua principal
um dos muitos parques espalhados pela cidade
Na Noruega, mais de 90% das pessoas têm casa própria, todos têm direito à (boa) escola e emprego.  A saúde está garantida, assim como os estudos. Mordomia zero. Ministros e cia. vão trabalhar com seus próprios carros, de metrô ou de bicicleta, pagam suas próprias contas, trabalham todos os dias, dá para acreditar? Parece um sonho, né? Mas, é real! 


Outras coisas me chamaram a atenção, em Oslo: as ruas arborizadas... o asfalto que dura 10 anos ou mais, a educação dos motoristas de ônibus, que encostam na calçada para as pessoas entrarem...e o número de estrangeiros que mora lá - 25% da população é imigrante. Muitos são sul-americanos, todos com os mesmos direitos dos noruegueses. Para conseguir isso, o candidato a cidadão norueguês tem 2 anos para estudar a língua e a História do país. Depois, é só fazer um teste e ser aprovado. Se já tiver uma profissão, o governo encaminha para o emprego. Se não tem, vai se profissionalizar e, então, trabalhar. A Noruega é um país no qual todos têm futuro! De novo: todos têm futuro. Isso não é maravilhoso?!

o tram corta a cidade, silenciosamente
as bicicletas são para todos
Tudo bem que tem quem ache tudo isso um tédio e termine se matando, como lá acontece. Mas nós, que somos verdadeiros órfãos no nosso país, sem casa, sem estudo, sem emprego, sem saúde, quase não acreditamos..! Aqui, não morremos por opção, mas porque o médico faltou ao plantão, o hospital não tinha leito ou medicação. Acho que precisamos, todos, repensar essa nossa existência, o porquê de termos nascido aqui, o que precisamos aprender com isso... Eu, que adoro meu país, e vejo uma luz no fim do túnel,  torço para que, um dia, o Brasil chegue perto de um país como esse.

Mas, como o assunto não é o nosso país, voltemos à capital norueguesa. Oslo é uma cidade linda, cheia de parques, cercada de florestas, lagos e ilhas, localizada no fiorde de Oslo. Ao longo da baía, ficam os principais pontos turísticos e um terminal onde se pode pegar um ferryboat para o Bygdoy, onde estão os belíssimos museus relacionados à navegação, com barcos vikings, histórias e lendas de um tempo mágico, que muita gente pensa que é pura ficção.
Bigdoy - onde ficam os museus Kon-Tiki, Museu da História Cultural da Noruega, Museu Marítimo Norueguês, Museu do Navio Viking, o Folkmuseum e a residência de verão do rei na Noruega.
barco viking
Uma das mais populares atrações turísticas em Oslo é o Parque Frogner ou Vigeland Park, com suas incríveis esculturas. Trata-se do maior parque de esculturas do mundo. Por ano, ele recebe entre 1 e 2 milhões de visitantes. 

entrada do Vigeland Park
O autor da grandiosa obra é Gustav Vigeland. Durante 14 anos, a convite da prefeitura da capital norueguesa, ele morou no parque. Ali, ele esculpiu os personagens que contam a história da evolução humana, do embrião à velhice. 
À medida que a gente entra no parque, vai se deparando com as esculturas: bebês, crianças, adolescentes, adultos e velhos. Tudo converge para um impressionante monolito de pessoas amontoadas. 
monolito ao fundo
detalhe do monolito
esculturas na entrada do parque
mãe brincando com as crianças

Sinnataggen - menino irritado
Além das esculturas, o parque abriga fontes, pontes e uma área verde que, no verão, é "invadida" por famílias e seus piqueniques. Ao sul do parque, está o Museu da Cidade de Oslo. 
a fonte - início de tudo
Mas o Vigeland Park é, apenas, um dos passeios que se pode fazer na cidade. Há muito o que ver: O Munch Museet, onde estão as obras de Edvard Munch, que ele deixou para a cidade depois que morreu; o Folkemuseum, com incríveis construções seculares, folclore e costumes; o Holmenkollen, onde se pode ver a paixão nacional, o salto em esqui (no inverno) e os festivais de música no verão; o Aker Brygge, para bater perna, comer e comprar; e o mais espetacular dos passeios, que é o trajeto para Bergen - patrimônio da humanidade.

eu e a minha amiga Corina, no museu folclórico
Holmenkollen
Aker Brygge
o caminho para Bergen, entre os fiordes
A viagem dura, mais ou menos, um dia inteiro - de ônibus, trem e barco. Mas as paisagens que se vê fazem a gente desejar mais 48 horas! Pelo caminho, montanhas pontuadas por casa coloridas, que parecem cenários de um quadro e fiordes majestosos - impossíveis de se  "traduzir" em fotos ou vídeos.

pelo caminho, de ônibus
pelo caminho, de barco
paisagens de tirar o fôlego
em Bergen, a temperatura chega a 50 graus negativos
o bairro antigo de Bergen
a arquitetura e o colorido que conquistam a todos que chegam
Mas, Bergen é assunto para outro texto.